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Programas de qualidade, de motivação, de liderança e tantos
outros pautam o sucesso de implementação no comprometimento da
direção / gestão das organizações. Não importa o segmento em
que estas organizações atuem se não houver recursos e
envolvimento de quem está sob o seu comando é certo que o
caminho do fracasso está aberto. Uma questão que surge é como
estes super-homens poderão cumprir tamanha missão. O fato é
que ao ascenderem à tais posições tornam-se referência e suas
decisões passam a ter impacto na vida de todos que estão
interligados à hierarquia. O “andar de cima” transforma-se num
paraíso e todas as preces são a ela dirigidas na expectativa
de sucesso para as atividades que ocorrem. Se as vendas estão
baixas é porque a direção não liberou recursos para aquele
inovador programa de treinamento em vendas ou ainda não
aprovou aquele novo recurso tecnológico a ser incorporado em
nossos produtos para se igualar aos concorrentes. Se a
qualidade não atinge os objetivos é porque não há
comprometimento de todos e a direção deveria participar mais e
dar exemplos. Se a motivação está em queda é devido às
atitudes da direção que deveria estimular a
todos.
Afinal de contas, que tipo de super-homens são
esperados para ocuparem as posições de decisão nas empresas?
Deles tudo é esperado, tudo é solicitado. Acima somente Deus.
Quando não podem resolver torna-se último recurso recorrer a
Deus. Se bem que alguns gestores colocam-se lado a lado com
Deus... Polêmicas à parte, gestores são seres humanos,
limitados que são, e que, deveriam extrair resultados de suas
equipes. Não são eles que fazem ou dizem como fazer. São eles
que questionam sobre as melhores alternativas, dão diretrizes
e provêem condições para se faça; mas como podem estar
envolvidos em tantas responsabilidades sem terem conhecimentos
e habilidades para todas? Qualidade, liderança, motivação,
meio ambiente, engenharia, manutenção, compras, produção,
vendas... A lista continua indefinidamente. Que resposta
mágica é esperada para que sejam providos do dom divino de
fazerem milagres?
É de nossas culturas que esperemos os líderes para
agir. É expectativa que estes líderes chamem a
responsabilidade para si. O problema é que todos os lados
esperam demais uns dos outros. O líder espera que os seus
liderados compreendam como que por encanto suas posições e
como autômatos simplesmente façam, afinal de contas não há
tempo a perder e não dá para ficar explicando tudo para todos.
Os liderados, ainda que saibam como fazer, não se sentem
autorizados, aguardam o líder supremo para agir conforme
orientações. Afinal de contas, manda quem pode e obedece quem
tem juízo, diz o ditado popular. Assim uns fingem aceitar
outros fingem mandar. E quando os resultados não são
satisfatórios volta a pergunta: como os líderes podem estar
comprometidos com este programa?
Uma das grandes falhas dentro das organizações é tratar
tais assuntos como programas, projeto, enfim uma caixa preta
que será desvendada por especialistas quando o avião cair.
Infelizmente é assim que ocorre. É preciso fazer com que tais
conhecimentos venham a fazer parte do DNA da organização,
serem efetivamente inseridos na cultura desta organização,
serem respirados dia-a-dia em todos os ambientes e níveis
hierárquicos. Para isto devem ser tratados como um meio e não
como um fim. O primeiro impacto dos resultados de quaisquer
destes programas em geral é alto, o problema está em sua
continuidade. Sendo uma tarefa, uma atividade à parte, com os
primeiros resultados deixam de ser prioridade e passam a ser
executados apenas quando cobrado pelo cliente ou por alguém
relevante. Se tornarem filosofia de trabalho, se a organização
tiver formas de usar em suas ações rotineiras certamente a
continuidade se dará. E como fazer isto?
A verdadeira missão do líder, do gestor, é assumir
publicamente que confia e depende de sua equipe. As suas
decisões são de fato baseadas nas informações que recebe.
Portanto, necessita delegar e estar assessorado por pessoas
competentes, que saibam como realizar cada um daqueles
assuntos. O líder deve integrá-los à missão e planejamento
estratégico da organização. Objetivos e metas devem ser
estabelecidos. Porém, o principal objetivo é como usufruir dos
benefícios destas metodologias ao longo do tempo. Com isto,
uma outra decisão é sobre quais delas a organização fará uso.
Ainda que seus clientes exijam é preciso avaliar possíveis
conflitos e impactos com a filosofia presente e decidir sobre
o que fazer. Decisão tomada, digamos pela implantação, é
preciso estabelecer fases que iniciam com a própria
implantação e vão à consolidação. Na implantação encontram-se
os modelos difundidos que visam apresentar a metodologia e
trazer os primeiros resultados. A consolidação, por sua vez,
tem como objetivo tornar-se parte integrante da organização e
deixar de ser a caixa-preta dos programas para transformar-se
em atitude de cada um no dia-a-dia. A consolidação traz
resultados de longo prazo e são pequenos ganhos que somados
devem proporcionar resultados significativos para a
organização.
Um ponto importante a se considerar é o fato de
programas proporcionarem impactos – esta é a missão deles.
Depois, devem ser substituídos pelas ações e, nesta hora, os
profissionais competentes designados pelos líderes devem fazer
valer o diálogo com todos os envolvidos considerando sempre as
oportunidades para manter ativo os conceitos aprendidos e,
continuamente capacitar novos participantes. É assim que se
persiste uma filosofia de trabalho. Não podem ser deixados de
lado porque todos acreditam no seu benefício.
Portanto:
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O líder
deve assumir que depende da equipe;
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O líder
deve delegar e não tentar fazer;
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O líder
deve ser assessorado por pessoas competentes e, são estas que
deve escolher;
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A
metodologia deve ser integrada à missão e ao planejamento
estratégico;
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Objetivos e metas de longo prazo
devem ser estabelecidos;
·
Benefícios devem ser usufruídos ao
longo do tempo, por muito tempo;
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Escolha
as metodologias que se aplicam a sua organização e, faça com
que seja a alma de tudo o que fizer;
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Lembre-se: programas são
temporários e de alto impacto, consolidação é permanente e de
resultados contínuos;
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Capacite
continuamente os envolvidos e traga novos
participantes;
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Acima de
tudo acredite na metodologia.
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