Agregando valor com as políticas da organização

Por Sergio Canossa – sercan@sercan-consultoria.com.br

         

           A alta direção das organizações que se propõem a atender as normas de qualidade e de meio ambiente têm, entre outras atribuições, que estabelecer políticas. Estas políticas são a expressão do pensamento e crenças que valorizam, acreditam e devem ser difundidas em toda a organização, junto aos clientes e mesmo para a sociedade, em especial aquela que compõem a sua circunvizinhança. Portanto, representam anseios e expectativas que interferem diretamente na forma de agir e nos objetivos estabelecidos, ou seja, nas relações e negócios da empresa. Determinam a imagem e como a organização gostaria de ser vista internamente e externamente. Tanto é assim que, tais normas requerem que, estas políticas sejam desdobradas em objetivos. Não se buscam mais a memorização por parte dos funcionários e gestores, atém mesmo porque muitas vezes não ocorria à compreensão do que era repetido (não se permitia esquecer vírgulas, lembra-se?). O desdobramento em objetivos implica na necessidade de ações para alcançar a crença exposta nas políticas transformando-os em valores para a organização.

            Uma vez que as organizações tornam público o texto destas políticas estabelece um compromisso de atendê-las. A divulgação deve extrapolar os limites impostos pelos muros das instalações, como no caso especifico da norma de meio-ambiente e, porque não na política de qualidade também. A norma de meio-ambiente requer uma divulgação especifica para a comunidade em que a organização está inserida. As organizações têm cumprido estas exigências. O que chama a atenção é que em muitas delas isto é um ato mecânico que pode ser verificado através de um check-list. O que é proposto em tais políticas somente é comprovado enquanto for possível respaldar nos requisitos das respectivas normas. Quando a direção vai além e manifesta o desejo de superar a norma (consciente deste fato ou não), é impossível encontrarmos algum tipo de comprovação destas ações (supondo que sejam realizadas). Usualmente os gestores de qualidade e meio-ambiente mantém a postura técnica e perdem-se na postura estratégica. É preciso que se reposicionem e façam da política e seus desdobramentos um diferencial da organização.

·              Costuma-se dizer que as normas são o mínimo que as organizações devem atender. Então, porque a insistência de ficar preso às entrelinhas ali descritas? Deve-se colocar efetivamente em prática estes compromissos assumidos publicamente, superá-los e renová-los constantemente. A sociedade agradece por ser beneficiada. As organizações que o fazem são aquelas que tendem a perpetuar. Pense nas políticas da sua organização e convoque a alta direção para transformá-la em realidade. Os benefícios para o desempenho dos negócios começarão a surgir. Deixe de lado os atos mecânicos e reflita sobre o papel que a sua organização desempenha. Os seus produtos, serviços e processos têm impacto na sociedade nunca se esqueça disto. O lucro proveniente do investimento é conseqüência das ações tomadas pelos gestores. A sociedade valoriza aquelas organizações que provêem valor e, a política é a forma com que se expressam estes valores. Os acionistas ficarão satisfeitos com os resultados que serão proporcionados.

 

 

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