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A alta direção das organizações que se propõem
a atender as normas de qualidade e de meio ambiente têm, entre outras
atribuições, que estabelecer políticas. Estas políticas são a expressão
do pensamento e crenças que valorizam, acreditam e devem ser difundidas
em toda a organização, junto aos clientes e mesmo para a sociedade, em
especial aquela que compõem a sua circunvizinhança. Portanto, representam
anseios e expectativas que interferem diretamente na forma de agir e nos
objetivos estabelecidos, ou seja, nas relações e negócios da empresa.
Determinam a imagem e como a organização gostaria de ser vista
internamente e externamente. Tanto é assim que, tais normas requerem que,
estas políticas sejam desdobradas em objetivos.
Não se buscam mais a memorização por parte
dos funcionários e gestores, atém mesmo porque muitas vezes não ocorria à
compreensão do que era repetido (não se permitia esquecer vírgulas,
lembra-se?). O desdobramento em objetivos implica na necessidade de ações
para alcançar a crença exposta nas políticas transformando-os em valores
para a organização.
Uma
vez que as organizações tornam público o texto destas políticas
estabelece um compromisso de atendê-las. A divulgação deve extrapolar os
limites impostos pelos muros das instalações, como no caso especifico da
norma de meio-ambiente e, porque não na política de qualidade também. A
norma de meio-ambiente requer uma divulgação especifica para a comunidade
em que a organização está inserida. As organizações têm cumprido estas
exigências. O que chama a atenção é que em muitas delas isto é um ato
mecânico que pode ser verificado através de um check-list. O que é
proposto em tais políticas somente é comprovado enquanto for possível
respaldar nos requisitos das respectivas normas. Quando a direção vai
além e manifesta o desejo de superar a norma (consciente deste fato ou
não), é impossível encontrarmos algum tipo de comprovação destas ações
(supondo que sejam realizadas). Usualmente os gestores de qualidade e
meio-ambiente mantém a postura técnica e perdem-se na postura
estratégica. É preciso que se reposicionem e façam da política e seus
desdobramentos um diferencial da organização.
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Costuma-se dizer que as normas são o
mínimo que as organizações devem atender. Então, porque a insistência de
ficar preso às entrelinhas ali descritas? Deve-se colocar efetivamente em
prática estes compromissos assumidos publicamente, superá-los e renová-los
constantemente. A sociedade agradece por ser beneficiada. As organizações
que o fazem são aquelas que tendem a perpetuar. Pense nas políticas da
sua organização e convoque a alta direção para transformá-la em realidade.
Os benefícios para o desempenho dos negócios
começarão a surgir. Deixe de lado os atos mecânicos e reflita sobre o
papel que a sua organização desempenha. Os seus produtos, serviços e
processos têm impacto na sociedade nunca se esqueça disto. O lucro
proveniente do investimento é conseqüência das ações tomadas pelos
gestores. A sociedade valoriza aquelas organizações que provêem valor e,
a política é a forma com que se expressam estes valores. Os acionistas
ficarão satisfeitos com os resultados que serão proporcionados.
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