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A utilização de equipes tem sido incentivada
nas organizações como um modelo bem sucedido e que deve ser seguido
sempre. É a palavra de ordem. Muitas destas organizações fazem uso desta
filosofia como forma de interação entre as atividades e os departamentos
bem como em busca de aumento de produtividade. Por outro lado, há aquelas
que se apóiam neste tipo de trabalho visando compensar a falta de pessoal
para conduzir as atividades em que estabelecem o trabalho em
equipe. Estas
nem sempre são bem sucedidas. Em quaisquer casos a formação da equipe
deveria basear-se numa abordagem multidisciplinar. A divergência que traz
resultados. Ou seja, a equipe deve privilegiar a divergência de
conhecimentos e não a concordância da imposição do líder.
É freqüente que equipes formadas com pessoal cujos conhecimentos e/ou
interesses são muito próximos tenham insignificante sucesso ou mesmo
cheguem ao fracasso. A razão é o olhar comum prevalecendo na maioria das
discussões e decisões. Quando não há divergências reduz-se a abrangência
das análises realizadas pelas equipes e, com isto, a tendência é que haja
acordo muito rápido entre todos, pois compartilham das mesmas idéias.
Quando, ao contrário, a equipe é multidisciplinar, as divergências ganham
importância e destaque pela tendência de visões e opiniões diferentes
sobre o mesmo tema, o que valoriza o surgimento de novas posições e,
incentiva a reflexão.
A adoção de
equipes multidisciplinares deve ter como prioridade a busca da
diversificação dos conhecimentos existentes na organização. Na formação
desta equipe deve-se verificar a possibilidade de participação dos
representantes dos diversos departamentos – produção, qualidade,
engenharia, recursos humanos, vendas, compras, manutenção e, incentivar a
todos olharem com base nas necessidades de sua área sobre o tema e, mais,
também colocarem o ponto de vista com base em sua própria experiência.
Esta postura deve ser coordenada pelo líder da atividade, com ênfase agregadora
de valores. Isto é, deve minimizar ou evitar quaisquer conflitos que
excedam o interesse da solução / proposta em discussão.
Nenhuma
atividade deve ter como resultado influências nas relações pessoais entre
os participantes.
O uso de
abordagem multidisciplinar tem sido bem sucedido em atividades de gestão
da qualidade, projetos de engenharia, solução de problemas, entre tantos.
As normas de qualidade automotivas, por exemplo, têm como requisito o uso
de equipes multidisciplinares em atividades como FMEA (Análise do Modo e
Efeito da falha), planejamento de novos produtos e de novos processos
produtivos. Com isto têm-se observado sensível melhora na prevenção de
falhas e mesmo no desenvolvimento de metodologias para detectar estas
potenciais falhas.
Busque
experiências e vivências de profissionais que tenham passado por
organizações que valorizam atividades que priorizam a abordagem por
equipes multidisciplinares – observe os resultados, planeje adaptar
para a sua organização às equipes existentes e às futuras. Considere os
resultados possíveis, decida pelos profissionais mais adequados e
criativos no processo de contribuição às equipes. O líder deve sempre
focar no resultado esperado para selecionar e formar a sua equipe
destinada a ser bem sucedida. É importante também que as equipes tenham na gerencia apoio significativo e suficiente
para garantir os recursos necessários. Equipes sem apoio não funcionam,
simplesmente.
A abordagem por
equipes com caráter multidisciplinar é a estratégia a ser seguida para
garantir que a sua organização obtenha produtividade, encontre melhores
respostas aos problemas, seja criativa. Afinal, como diz o ditado
popular: duas cabeças pensam melhor do que uma. E mais, muitas cabeças,
devidamente coordenadas só não fazem milagres.
Mas chegam perto!
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